sexta-feira, 15 de junho de 2012

Espera há meia-noite...

 Eu tinha tantas palavras, tinha tantos motivos, tantas razões, tantos princípios... Porém, os perdi... Em um descuido, tudo que era nosso se perdeu em uma brisa desconhecida... Vejo a janela do teu quarto acesa, e me pergunto se ainda pensas em mim, ainda mantêm os teus sonhos, ou os matou junto ao meu coração... Agora mais que nunca, preciso de você, pois, dentro do peito, existe um vazio que apenas tu podes preencher... Sinto-me como se estivesse me perdido no tempo, e, nada foi aproveitado no que fiz... Vejo atitudes fúteis tendo mais valor do que versos únicos vindos da minha alma... Talvez, não foram eles, os versos, que tenham me deixado para trás, quem sabe, minha falta de expressão...
 Eu caí, e levantei por ti; me feri, e me curei por ti; enfrentei tudo, e desisti de tudo por ti... Nada     valeu, te perdi em uma simples distração...
 Atirado(a) nesse chão frio agora estou, não sei se tenho forças para reerguer meus princípios, não sei se tenho coragem de terminar os versos mudos que escrevi... A solidão os toma por inteiro, não vale apena esperar que iras voltar um dia... Mas creio que serei forte... Assim que minha dor morrer...
 Mas por enquanto, apenas recito as palavras que deveriam ser sua companhia, já que não poço fazer mais nada fora do meu alcance, além de esperar na janela, um lindo pássaro azul de recados há 00:00hrs ....



 P.S. Esperança fiel da meia-noite...

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