terça-feira, 10 de julho de 2012

A divina revelação do inferno - Livro

 BAXTER, Mary K. - Rio de Janeiro: Danprewan Editora, 1995. 
A autora reconhece: Sem Jesus é impossível escrever sobre ocorrências após a morte, reporta a março/1976, quando o Senhor passou a acompanhá-la em excursões ao inferno para que, através deste livro, a humanidade fosse alertada sobre a realidade e dos horrores daquele lugar. Mary Baxter saiu do corpo, mas, consciente e mais sensível para ouvir, cheirar, sentir, apalpar e experimentar, subiu com Jesus, bem alto, até imensos tubos sujos, girando em torno da terra, direcionados para o seu centro: eram os portões do inferno e, por um deles, ela entrou. Mary desceu por um túnel extremamente escuro, tão fedorento a ponto de sufocá-la, em cujas paredes haviam demônios embutidos que, limitados em seus movimentos, gritavam à medida que ela, junto com Jesus, passava. Sentiu uma força invisível, maligna naquele ambiente pestilento e imundo que, logo no início, quase adoeceu. Não bastassem as trevas e o cheiro de carniça, gritos agudos de medo, morte, dor, sofrimento e desespero ecoavam naquele ambiente de pecado e tormento, marcado por ameaçadoras e repugnantes formas animalescas: ratazanas, vermes, javalis, morcegos e serpentes. A autora insiste para que cada um busque salvação e não se engane a ponto de ir para aquele lugar aterrador, registrando apelos de Jesus e textos bíblicos que comprovam que o inferno é real. O inferno fica no centro da terra, tem o formato do corpo humano decúbito dorsal, de membros estendidos, uma espécie de corpo de pecado e morte que, desgraçadamente, cresce; Mary Baxter descreve seus compartimentos: pernas, braços, boca, entranhas, coração, passagens, túneis, buracos e celas, confrontando, às vezes, com profecias e demais relatos bíblicos acerca do lugar de "pranto e ranger de dentes", por toda a eternidade, "onde o verme não morre e o fogo não cessa", destinado, não ao homem, mas a Satanás e aos anjos decaídos. Jesus avisa que Satanás usa o trunfo da descrença na existência do inferno e da bondade de Deus para enganar as vidas, suscitando a impossibilidade de um Ser tão amoroso mandar alguém para lá. No inferno há fossos e túneis ramificados, cuja parte superior tem pequenas janelas para a saída de criaturas diabólicas destinadas à Terra. Assim que Mary e Jesus saíram do túnel, passaram por um caminho entre buracos de fogo, a sumir de vista para todos os lados, cada buraco em forma de bacia, media 1,5 m por um de profundidade, cujas laterais tinham enxofre incrustado e, dentro de cada buraco, uma alma perdida, morta e condenada, a toda sorte de sofrimento. Periodicamente, labaredas subiam do fundo, envolviam a alma e, ao diminuir, deixavam em brasa as pedras de enxofre. A alma parecia uma névoa confinada a uma forma esquelética cinzenta que, no lugar dos olhos, esboçava buracos vazios; sem cabelos e com pedaços de carne podre queimada, pingando no fundo do buraco, cujos restos ficavam pendurados no esqueleto. As almas apresentavam vermes que, não afetados pelo fogo, rastejavam para dentro e fora de suas decadentes formas, aumentando a agonia.

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